Fernando Pessoa... ainda dá tempo!



Ontem fui a exposição "FERNANDO PESSOA, PLURAL COMO O UNIVERSO" no Centro Cultural dos Correios do Rio de Janeiro e percebi que apesar de ser um dos maiores poetas do século passado, sua pluralidade o torna contemporâneo e mais: um cidadão do mundo todo! Seus heterônimos nos permitem a identificação inevitável, é como se um deles tivesse nascido para nos agradar. Meu preferido é Alberto Caeiro com seu Guardador de Rebanhos:
Da mais alta janela da minha casa
Com um lenço branco digo adeus
Aos meus versos que partem para a humanidade.
E não estou alegre nem triste.
Esse é o destino dos versos.
Escrevi-os e devo mostrá-los a todos
Porque não posso fazer o contrário
Como a flor não pode esconder a cor,
Nem o rio esconder que corre,
Nem a árvore esconder que dá fruto.
Simplesmente o ofício de poeta exercita o desapego. E nós leitores podemos seguir lendo esta verdadeira obra de arte. Para quem não conhece a obra do poeta português, vale a pena sentar e ler os livros expostos, ou mesmo em pé virar as páginas de um imenso livro projetado na mesa. Recursos da tecnologia que só contribuem para aumentar ainda mais o encanto da obra.
Saí de lá com vontade de levar Fernando Pessoa para casa e consegui levar algo dele. Um livro para crianças com poemas que ele escreveu para sua sobrinha Manuela. No próximo post escolherei um dos poemas para dar um gostinho.
Ah! Quem quiser visitar a exposição, ainda dá tempo. Ela ficará até o dia 22 de maio!

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