Pensando a prática

Para refletirmos sobre a prática, retirei este trecho do segundo capítulo de Ler e escrever- estratégias de produção textual de Ingedore Villaça Koch e Vanda Maria Elias:
Se houve um tempo em que era comum a existência de comunidades ágrafas, se houve um tempo em que a escrita era de difícil acesso ou uma atividade destinada a alguns poucos privilegiados, na atualidade, a escrita faz parte da nossa vida, seja porque somos constantemente solicitados a produzir textos escritos (bilhete, e-mail, listas de compras, etc., etc.).
BARRÉ-DE-MINIAC (2006:38) afirma que "hoje, a escrita não é mais domínio exclusivo dos escrivães e dos eruditos. [...] A prática da escrita de fato se generalizou: além dos trabalhos escolares ou eruditos, é utilizada para o trabalho, a comunicação, a gestão da vida pessoal e doméstica".(...)

Trailer Oficial Mary & Max legendado

Chapeuzinho Vermelho

Como eu disse ontem,antigamente as pessoas se reuniam para contar história. Hoje em dia, vão ao cinema. Ou se entregam ao "solitário" ato de ler. Solitário para quem observa o leitor, pq para o leitor, há companhia suficiente num bom livro.
Bem, um grande clássico da Literatura Oral foi mais uma vez adaptado para as Telas de Cinema: Chapeuzinho Vermelho ou A garota da capa vermelha. A inocente história da menininha q levava doces para a avó foi transformada num filme de estilo q nossos atuais adolescentes adoram!
Agora, quem nunca ouviu a clássica história levanta a mão. Aposto q muitos nunca ouviram. Pq a Chapeuzinho Vermelho q todos conhecemos foi reinventada com a ascensão da burguesia. "E no final o caçador tira a vovó da barriga do lobo mau e todos vivem felizes para sempre!" Porém, essas histórias, assim como as fábulas, serviam para educar, ensinar as pessoas sobre os perigos da floresta. O q significa q muitas vezes ou quase sempre não tinham um final feliz.
Lançarei mão da versão mais antiga q eu conheço: a de Charles Perrault. Sem floreios.




Chapeuzinho Vermelho
Era uma vez uma menina que vivia numa aldeia e era a coisa mias linda que se podia imaginar. Sua mãe era louca por ela, e a avó mais louca ainda. A boa velhinha mandou fazer para ela um chapeuzinho vermelho, e esse chapéu lhe assentou tão bem que a menina passou a ser chamada por todo mundo de Chapeuzinho Vermelho.
Um dia sua mãe, tendo feito alguns bolos, disse-lhe: "Vá ver como está passando a sua avó pois fiquei sabendo que ela está um pouco adoentada. Leve-lhe um bolo e este potezinho de manteiga." Chapeuzinho Vermelho partiu logo para a casa da avó, que morava numa aldeia vizinha. Ao atravessar a floresta, ela encontrou o Sr. Lobo, que ficou louco de vontade de comê-la; não ousou fazer isso, porém, por causa da presença de alguns lenhadores na floresta. Perguntou a ela aonde ia, e a pobre menina, que ignorava ser perigoso parar para conversar com um Lobo, respondeu: "Vou à casa da minha avó para levar-lhe um bolo e um potezinho de manteiga que mamãe mandou." "Ela mora muito longe?", quis saber o Lobo. "Mora, sim!", falou Chapeuzinho Vermelho. "Mora depois daquele moinho que se avista lá longe, muito longe, na primeira casa da aldeia." "Muito bem", disse o Lobo, "eu também vou visitá-la. Eu sigo por este caminho aqui, e você por aquele lá. Vamos ver quem chega primeiro."
O Lobo saiu correndo a toda velocidade pelo caminho mais curto, enquanto a menina seguia pelo caminho mais longo, distraindo-se a colher avelãs, a correr atrás das borboletas e a fazer um buquê com as florezinhas que ia encontrando.
O Lobo não levou muito tempo para chegar à casa da avó. Ele bate: toc, toc. "Quem é?", pergunta a avó. "É a sua neta, Chapeuzinho Vermelho", falou o Lobo disfarçando a voz. "Trouxe para a senhora um bolo e um potezinho de manteiga, que minha mãe mandou." A boa avozinha, que estava acamada porque não se sentia muito bem, gritou-lhe: "Levante a aldraba que o ferrolho sobe." O Lobo fez isso e a porta se abriu. ELe lançou-se sobre a boa mulher e a devorou num segundo, pois fazia mais de três dias que não comia. Em seguida, fechou a porta e se deitou na cama da avó, à espera de Chapeuzinho Vermelho. Passado algum tempo ela bateu à porta: toc, toc. "Quem é?" Chapeuzinho Vermelho, ao ouvir a a voz grossa do Lobo, ficou com medo a princípio, mas supondo que a avó estivesse rouca, repondeu: "É sua neta, Chapeuzinho Vermelho, que traz para a senhora um nolo e um potezinho de manteiga, que mamãe mandou." O Lobo gritou-lhe, adoçando um pouco a voz: "Levante a aldraba que o ferrolho sobe." Chapeuzinho Vermelho fez isso e a porta se abriu.
O Lobo, vendo-a entrar, disse-lhe, escondendo-se sob as cobertas: "Ponha o bolo e o potezinho de manteiga sobre a arca e venha deitar aqui comigo". Chapeuzinho Vermelho despiu-se e se meteu na cama, onde ficou muito admirada ao ver como a avó estava esquisita em seu traje de dormir. Disse ela: "Vovó, como são grandes os seus braços!" "É para melhor te abraçar, minha filha!" "Vovó, como são grandes as suas pernas!" "É para poder correr melhor, minha netinha!" "Vovó, como são grandes os seus olhos!" "É para ver melhor, netinha!" "Vovó, como são grandes os seu dentes!" "É para te comer!" E assim dizendo, o malvado lobo atirou-se sobre Chapeuzinho Vermelho e a comeu.

A rosa e o amaranto

Antigamente as pessoas aprendiam por meio de pequenas fábulas. Grupos de pessoas se reuniam para ouvi-las. Esses grupos incluíam crianças e adultos. Realmente aprender ouvindo histórias é muito mais divertido. Já q estamos na Semana Santa e Cristo se utilizou de muitas parábolas para passar seus ensinamentos, pensei em selecionar uma pequena fábula que gosto muito. Esta é de Esopo, deixo uma de Cristo para o dia da Páscoa mesmo! Divirta-se e se gostar, comente. Tenho muitas mais para postar.
Um amaranto que crescia perto de uma rosa disse: "Que bela rosa tu és! És a delícia dos deuses e dos homens! Eu te felicito por tua beleza e por teu perfume!" E a rosa respondeu: "Mas eu, ó amaranto, tenho vida curta e, mesmo que ninguém me colha, feneço. E tu floresces e vives assim sempre jovem!"
Acredita-se q a moral das fábulas não foram criadas exatamente por Esopo, então dou a liberdade a cada um de criar sua própria moral. Se quiser, poste a sua aqui no blog. Vai ser bem legal!
Boa Semana Santa para todos!

Vc sabia...

Que "José Bento Monteiro Lobato estreou no mundo das letras com pequenos contos para os jornais estudantis"? Um incentivo para quem quer se aventurar no mundo encantado das letras certo? Iniciativas como o Jornal e o Correio da Escola são importantes para formação de novos escritores.
Amanhã em todas as escolas deveria ser lido ao menos um pequeno trecho da obra de Monteiro Lobato. Q tal, além disso, assistir a um capítulo de O Sítio do Picapau Amarelo? Adaptação de boa qualidade que fez sucesso por várias gerações. Boa leitura e bom cineminha na escola!

fonte: http://lobato.globo.com/

Comemoração



Na segunda comemoraremos o Dia Nacional do Livro Infantil. E como nosso grande mestre desejava muito "Ainda acabo fazendo livros onde as nossas crianças possam morar.", acho q conseguiu. Um homem de seu tempo e muitas vezes a frente dele. Divertiu e diverte com qualidade gerações inteiras.
Teremos muito de Monteiro Lobato nesse dia! Aguardem!!!

Mary e Max

Como o fim de semana está próximo, vou postar hj uma dica de filme muito legal que além de tudo, é um estímulo ao hábito da escrita. Seguindo a sugestão da SME de montar o correio escolar, sugiro o filme Mary e Max.


O filme trata principalmente da amizade por correspondência de uma garotinha de 8 anos e seu amigo mais que especial Max. Sem ser didático fala do respeito às diferenças. Naturalmente. Como criança faz. Vale a pena conferir. Assistam e depois contem o que acharam.

cartaz

Não aguentei esperar. Como hj não teve aula, passei na sala e fotografei o cartaz que ainda não está pronto, pois falta um sinal de trânsito na rua da cidade. Excelente mote para a educação para o trânsito!
Esta imagem foi feita começando pelos personagens principais. O grupo logo identificou cada um. Depois pensamos no lugar (a cidade) da história. Ficou uma montaagem interessante, onde os personagens são maiores q o lugar.

Os Saltimbancos

Esse projeto está rendendo boas descobertas. Uma excelente adaptação composta por Chico Buarque de um conto dos Irmãos Grimm, Os Saltimbancos fala de união, amizade e muitas outras coisas. Utiliza os animais como personagens. Nada mais próximo do Universo Infantil, não é mesmo?
Para começar, ouvimos o Cd e lemos o texto. Um grupo pequeno está organizando este trabalho. São apenas quatro crianças: dois meninos e duas meninas. Praticamente os próprios Saltimbancos. Uma das meninas adora a música da gata. P q será???
Levou um tempo, mas montamos um cartaz da cidade que eles conhecem. Porém, faltou um detalhe observado por um dos meninos: o sinal de trânsito. Por isso ainda não tenho a foto do cartaz que eles fizeram. Nosso próximo passo será criar uma adaptação da história, com frases curtas para que eles possam fazer Os Saltimbancos com sua própria voz. Espero que dê certo!
Uma boa dica: Q tal um cineminha? O nome do filme é Os Saltimbancos Trapalhões
Deixo para vcs endereço da versão de Os Trapalhões de A História de uma gata:
http://www.youtube.com/watch?v=mAUvxNlFN2g.

Próximo projeto

Já iniciamos um trabalho com um musical infantil da Literatura Brasileira. Estamos empolgadíssimos. Só pra terem uma ideia, vou anunciar o tema do projeto. Daí vcs imaginem qta coisa boa vai surgir!!!

Um conto de fadas especial

Uma produção de Soraya com a colaboração de Pedro Alexandre colegas de Sala de Recursos. Como Soraya apresenta características de autismo, não consegui saber ao certo o nome da história, apenas deduzo que seja Rapunzel.

Livro adaptado

Você já ouviu falar em adaptação de livros para pessoas portadoras de necessidades especiais? Pois nós da Sala de Recursos da Tia Ciata criamos uma com o livro "Pé com salto pé sem salto", utilizando as nossas vozes e as imagens do livro. Dá uma olhada na capa: