Kirikou

Kirikou é uma animação francesa que conta lendas africanas e faz um enorme sucesso entre a criançada. É incrível como esse desenho atrai os olhares atentos de todas as crianças que assistem. Parece mágica, encantamento. 
Talvez esse personagem seja mesmo mágico. O menino que nasce falando e salvando sua aldeia dos perigos oferecidos por uma feiticeira.
Retirei um trecho do Youtube e vou postá-lo aqui. Não o subestime. Você irá se surpreender. A melhor maneira de transmitir consciência negra é conhecendo um pouco suas origens. É um primeiro passo. Nada melhor do que um herói africano para desmistificar a imagem criada nas Américas do negro que é escravo.
E VIVA NOSSO HERÓI! VIVA ZUMBI DOS PALMARES!



A Bela e a Fera

A todos que votaram nesse maravilhoso conto, um clássico francês: "La Belle et La Bête" (1946) de Jean Cocteau. As fotos foram retiradas do filme que é em preto e branco. Cenas de Realismo Mágico encantam. Não é a toa que Disney criou a versão animada desta linda história de amor.

















Ou isto ou Aquilo

Para suavizar o dia, nada melhor do que ler uma poesia de quem entendia bem de criança. Prometo dedicar um próximo post a Biografia da autora.

Ou isto ou aquilo
Cecília Meireles


Ou se tem chuva e não se tem sol,
ou se tem sol e não se tem chuva!



Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!



Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.



É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo nos dois lugares!



Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.



Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!



Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.



Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.




De cara nova

Pessoal,
o blog está com algumas novidades e eu acho importante compartilhar isso com vocês:
1. temos uma página no facebook para todos que gostam de curtir o blog. Agora pode curtir a vontade, dar opinião, preencher o mural com dicas e matérias. Vai ficar mais fácil interagir.
2. temos um perfil no twitter e já adicionei o link, para vocês começarem a seguir agora! Está no canto esquerdo da página.
3. Estamos começando a produzir a nossa marca e espero que fique legal! Quem tiver sugestões pode mandar!

Em breve mais mudanças ocorrerão! Por isso, não se faça de rogado e dê sempre a sua opinião! Aqui é um espaço aberto a todos que curtem Literatura para crianças.


Que este quadro de Portinari nos sirva de inspiração!

Estação Brincadeira

Coisa boa, de qualidade, é claro que eu indico. E se tem Literatura, melhor ainda. Pois a partir de hoje você já pode sintonizar seu rádio numa super programação!Que bom, Zé! Obrigada!






A faixa Infantil da MEC AM  
Todos os sábados 3 horas de pura curtição no rádio

A partir do dia 27 de agosto a criançada terá 3 estações para embarcar com suas brincadeiras. Das 9 da manha até o meio-dia, na MEC AM, uma programação voltada exclusivamente para quem gosta de rir e sonhar. A Estação Brincadeira será o maior espaço do rádio brasileiro dedicado ao público infantil.

Vou anexar os contatos para vocês curtirem o máximo possível! 

Campanha de doação de livros infantis

Vamos participar da Campanha!!!



Campanha de arrecadação de livros (não didáticos), revistas teens e para crianças (pode ser em quandrinhos) para serem doados em comunidades carentes do RJ. Entrem em contato pelo e-mail alinewsilva@yahoo.com.br para saber como contribuir estando ou não no RJ.

Envie sugestões pelo twitter para @strela_cadente de nomes p/campanha de doações de livros.Concorra a 1 ingresso p/cinema(exceto3D)na sua cidade.Serão pesquisadas as sugestões p/exclusão dos homônimos.Caso o nome escolhido seja sugerido por diferentes participantes,ganha quem enviou 1ºEsperamos nomes criativos e alegres!! Boa Sorte. Receberemos as sugestões até o dia 30/7 até às 23:59.

Dia da Vovó


Hoje é o dia da vovó! Para prestar minha homenagem a doce figura representativa da infância, trago Dona Benta que durante muito tempo foi o referencial de avó para todos nós brasileiros. 
Hoje existem vovós de todos os jeitos e há quem diga que pode viver sem a mãe, mas sem uma avó... Impossível. Explico: nas comunidades do Rio de Janeiro, é muito comum a avó ser a responsável pelas crianças. 
Voltando a grande contadora de histórias Dona Benta, era ela que introduzia as crianças no mundo da leitura. Mandava preparar verdadeiros banquetes e tornava, com isso, os sonhos ainda mais criativos. 
Mais uma vez lembro da minha infância em que eu adorava a Cuca e ganhei de presente a coleção completa de O Sítio do Picapau Amarelo, que segundo minha mãe, só poderia ler a partir dos 12 anos. Engraçado, né? Pois a coleção amarelinha ficava bem guardada no meu armário e nunca cheguei a ler tudo. 
Quando comecei a dar aulas, consegui desenvolver durante um ano um projeto de leitura, que previa dentre outras coisas, a leitura diária de um capítulo da série. Não é que todos prestavam muita atenção? E nem havia apelo de imagens ou de qualquer outra mídia. Era a leitura pura e simples. Funcionava! Hábito da roça bom demais, que lembra minha avó sentada até hoje na varanda de casa contando suas histórias para quem quiser ouvir. Parabéns vovó!

África


Esse continente guarda nossas origens. Quando o conhecemos, logo percebemos porque somos "um pouco assim". Sabe quando conhecemos o pai ou a mãe de alguém? E aí pensamos: "Puxa! Como parecem!" Vocês podem pensar: "mas se eu nunca fui a África, como posso saber?". Simples! Conheça o povo e logo entenderá. Nossos irmãos da África estão em toda a parte em nossa cidade. Temos alguns alunos em nossa escola. Eles trazem seus costumes, sua roupa e até seu dialeto para o nosso convívio.
Na sexta-feira (22/07) fui ao I Encontro de Cultura Afro-brasileira - África Diversa.Visitei a exposição As várias Áfricas do lado de lá do Atlântico, no Centro de Artes Calouste Gulbenkian. E claro, trouxe um pedacinho para postar neste blog. Fotografei uma escultura e poesias para que sintam o gostinho e visitem. Ao final da visita, ouvi e dancei ao som do jongo. Cores, versos, música, histórias... Saí inebriada com a atmosfera afro-brasileira que lá se formou. Caía uma chuva densa e corri para o táxi ainda refletindo sobre quem somos nós. 
O evento ocorrerá de 17 de julho a 4 de setembro, em diversos espaços. Vale a pena conferir. 
O link abaixo é da página da Secretaria Municipal de Cultura que trás informações gerais sobre o evento:
I Encontro de Cultura Afro-brasileira






Trabalhando a Literatura de Cordel

Um dos posts mais acessados deste blog trata da Literatura de Cordel. Encontrei uma sugestão de plano de aula na Revista Nova Escola para trabalhar esta modalidade em sala. Além de interessante, sugere a inclusão do aluno surdo na proposta. Ótimo!
Confiram: Literatura de Cordel na Nova Escola

Monteiro Lobato

Coisa boa essa de rede social. Hoje acompanhando o twitter li um post de @Chris_Angelotti divulgando este documentário da PUC RJ. Bonita homenagem, excelentes e reconhecidos depoimentos. Vale a pena! Vale a pena seguir gente boa!
documentário Monteiro Lobato

Resultado da enquete

Finalmente a enquete do blog foi encerrada. E "Aventura" se revelou o melhor para a maioria. 
O segundo lugar ficou com dois estilos: Contos Maravilhosos e as Histórias de crianças.
Interessante! Eu ando na fase Aventura também, embora tenha votado em Contos Maravilhosos. 
Estou lendo toda a saga de Harry Potter - já devem ter notado pelo último post. É que uma coisa leva a outra e como li Os contos de Beedle, o Barbo; resolvi ler todos os volumes de Potter. Estou no terceiro e prometo fazer um post sobre todos, o conjunto da obra. Confesso que está sendo muito legal, mas não vou adiantar nada por enquanto. A leitura de Alice..., tradução do original, foi interrompida  pelas aventuras de Potter, mas pretendo terminá-la em breve.
Quanto a classificação dos livros, acredito que não faça muita diferença no resultado final, o importante é o gosto pela leitura, certo? Mas é bom saber do que as crianças gostam, para que haja um começo. Muitos perdem a oportunidade de apreciar a leitura, porque iniciam por um livro para o qual não estão preparados ou simplesmente porque não é seu estilo preferido. Folhear, olhar as gravuras, ouvir histórias, carregar o livro onde quer que vá, faz parte da formação de um bom leitor. Quem não tem aquele livro de estimação da infância? 
Faço votos de que todos os leitores deste blog estejam cuidando para que suas crianças tenham seu livro de estimação. Isso é apenas o pontapé inicial. O meu livro é uma história de criança muito bem contada. Vou dedicar um futuro post a ela. Deixo a imagem para que fiquem curiosos e leiam o mais rápido possível se ainda não  fizeram.




Harry Potter

E o suspense foi quebrado! J. K. Rowling revelou mais um segredo envolvendo o bruxinho inglês. O site http://www.pottermore.com/ já está no ar e aberto a inscrições. Lá você confere a apresentação da autora e as promessas para um futuro bem próximo. Não vejo a hora.
Se num primeiro momento você não conseguir se inscrever, não desista, isso também aconteceu comigo. 



Inauguração

Meu post de hoje será apenas um informe, mas um informe de extrema importância para o desenvolvimento do hábito da leitura. "Amanhã será inaugurada uma Biblioteca Comunitária no Complexo do Alemão no AfroReggae". Como gosto de dar boas notícias, está dado o recado. A fonte é o twitter da secretária de educação do RJ Claudia Costin, via @vozdacomunidade.
Venho numa série reflexiva a respeito de espaços de leitura que me levam a acreditar que: assim como livro serve pra tudo e não só pra ler, também qualquer espaço pode se tornar um espaço de leitura. Na minha antiga sala de aula eu tinha uma caixa de sapatos cheia de livros e era pra lá que as crianças corriam quando acabavam o dever. Chegavam a fazer o dever rápido para isso. 
Quantas pessoas leem em transportes coletivos? Como é importante esse hábito. Divulga o prazer que é ler. Muitas vezes me peguei fazendo a leitura alheia. Curiosidade sobre o livro que o outro que está a meu lado tem em mãos. O contrário também já aconteceu.  Enfim, toda e qualquer iniciativa neste sentido é válida. Vale a pena criar seu próprio cantinho da leitura, nem que seja com uma caixa de sapatos.
Parabéns a comunidade por mais esta iniciativa! Sucesso e vida longa ao projeto!



Livraria Lello & Irmão

Após uma semana sem postar nada - estive doente e mudei de função na escola - recebo um email de uma colega de matemática. Grande Abigail Correia, Professora daquelas que quase não existem mais, do tipo que dá saudades dos tempos de escola. Estamos sentindo muito sua falta no Gallotti.
Pra quem vai ou está pensando em ir a Portugal. Eu amei! Pretendo conhecer em breve. Origem e Tradição é tudo! Sonho com o dia em que nós brasileiros daremos mais valor a espaços de leitura e com o dia em que teremos ao menos um espaço deste, por menor que seja, em cada cidade brasileira.



"Onde habita o prazer" não poderia haver título melhor.



 Não sei se já disse, mas estou lendo os volumes do bruxo inglês. Depois conto maiores detalhes.



Endereço para quem quiser visitar.

Avó com cheiro de pão caseiro


Ontem foi o meu dia de tiete. Fui ao relançamento de "Avó com cheiro de pão caseiro", pela editora Zit, no Salão do Livro Infantil e Juvenil. Zé Zuca (o autor e meu tio coruja) e Marilia Pirillo (ilustradora) autografaram um exemplar para mim. Chique, né?
Bem, mas vamos ao que interessa: Texto bom, interessante, atual - trata do tema de terceira idade com as crianças, nos trouxe uma boa surpresa: numa rápida pesquisa com as crianças presentes, eles afirmaram que não querem que suas avós tenham namorados. Curioso, não? Marilia levantou uma boa hipótese: Eles ainda estão muito longe da idade, quando chegarem mais perto, vão mudar de ideia. Ah! Concordo Marilia!
A intertextualidade está presente na história e eu acho bom testar a receita no fim do livro. Esse segredo Zé Zuca não entregou. Só adquirindo o livro para fazer um delicioso pãozinho da vovó. Vale a pena!
E pra fechar na quarta capa um rasgado elogio de ninguém menos que Ziraldo: "Eis aqui um belo conto, um conto exato, comovente e muito bem escrito." Lindo!



Bia Bedran

Hoje foi meu primeiro dia no Salão do Livro. Fui muito bem acompanhada por 27 alunos e três professores. Passeio gratificante. Fiquei responsável por um grupo de 8 e fizemos uma busca por sugestões para a compra de livros da Sala de Leitura. Todos participaram ativamente. Percebi que a preferência dos alunos em geral é Terror. Os alunos de 5º ano demonstraram imenso interesse em títulos ligados a magia, nessa onda de Harry Potter. E para os alunos do Projeto Realfabetização não há dúvida de que qualquer estímulo é importante para o desenvolvimento e interesse pela leitura.
Ouvimos a contação de histórias de Bia Bedran que estava na Feira lançando dois livros novos. Ouvir e ler Bia Bedran sempre é uma ótima escolha. Um dos títulos que ela produziu, baseou-se em Contos Maravilhosos. Vale a pena uma visita a Nova Fronteira. Ou melhor, vale a pena uma visita ao Salão do Livro Infantil e Juvenil do Rio de Janeiro.



Salão do Livro 2011


Este ano o Salão do Livro para crianças e jovens promovido pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil acontecerá de 6 a 17 de junho, no Centro de Convenções SulAmérica.
Grandes escritores e ilustradores já confirmaram presença no evento, entre eles Ana Maria Machado, Anna Claudia Ramos, Bia Bedran, Bartolomeu Campos de Queirós, Marina Colasanti, Roger Mello, Rui de Oliveira e Ziraldo.
A grande homenageada será a produção literária em Língua Portuguesa.
Você sabe quantos países tem a nossa língua como oficial? Conte aí: Brasil, Portugal, Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné Bissau, Moçambique e Timor Leste. 
Seminário FNLIJ terá como tema central "Biblioteca nas Escolas" e acontecerá de 13 a 16 de junho. Eu irei no primeiro dia:
2ª feira, 13 de junho
Panorama da Literatura da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa / CPLP: a variedade da Língua Portuguesa nos livros para crianças e jovens
A presença de representantes de alguns dos países da CPLP no Seminário tem como objetivo divulgar a cultura desses países, por meio dos livros de literatura infantil e juvenil, que contribuem para alimentar o imaginário e a fantasia − base para o desenvolvimento da criatividade e da crítica.
As escolas poderão levar seus alunos e vale a pena uma visita para conferir o que tem de bom sendo lançado. Isso mesmo! Muitos lançamentos irão ocorrer este ano. Eu já confirmei presença no relançamento de "Avó com cheiro de pão caseiro" de Zé Zuca, pela editora Zit, no dia 11. Trarei novidades num próximo post.

Estudando...

Que uma coisa puxa a outra todos nós sabemos. Aqui em Contos Animados não é diferente. Durante um bate-papo no twitter com um professor de matemática, resolvi estudar a fundo uma questão de Alice no país das Maravilhas - post anterior (já estou lendo a tradução do texto de Lewis Carroll).
Meu colega de profissão tem uma visão Matemática da história e divulgou que trabalhará o filme em suas aulas. Achei interessante! Eu pensei em ler mais sobre textos adaptados para crianças. Fazendo uma pesquisa na internet encontrei um artigo de Diógenes Buenos Aires de Carvalho (PUC RS): A adaptação literária para crianças e jovens no Brasil: um cânone em formação.
Texto simples de ler e com fontes confiáveis. Conheço a bibliografia citada. Sigo estudando mas acredito que algumas informações a respeito do assunto são interessantes e o blog se presta a esse tipo de serviço também. 
A adaptação literária constitui textualmente uma forma de leitura de uma determinada obra, garantindo-lhe uma permanência no horizonte dos leitores atuais. Logo o conjunto de obras literárias adaptadas para a infância e a juventude constitui-se como um cânone, o de  obras adaptadas.   
(...) 
A Narrativa Oral não estabelece,  a priori, um perfil de leitor, valendo tanto para adulto como
para a criança, a forma e o conteúdo apresentados, ou seja, o caráter mítico ou folclórico garante a compreensão a todos os ouvintes/leitores.
Para quem deseja saber mais a respeito desse assunto vale a pena a leitura do texto completo ou a leitura de algum dos livros citados na bibliografia com destaque para História social da criança e da família. Este eu também tenho e estou relendo.
Quanto as adaptações, elas desempenham um importante papel em nossa sociedade. Muitos só conhecem os grandes clássicos por meio de boas adaptações. Bons escritores produzem bons textos adaptados. Bons cineastas levam grandes obras da Literatura a um número maior de pessoas sob a ótica cinematográfica. Na Era da Informação, esses textos garantem seu lugar ao sol.



O próximo post deve ser um clássico. Questão de honra! Enquanto ele não vem... continuem votando na enquete!

Alice no País das Maravilhas

Final de semana chuvoso pede filme com pipoca. Minha sugestão é um clássico com um toque de contemporaneidade: Alice no País das Maravilhas. A versão de Tim Burton (cineasta americano) é escura com um tom sombrio, mas fascinante!
Lembro-me que quando criança tinha um livro da Alice. Capa dura, grande e com uma linda ilustração. Minha mãe era sócia do Círculo do Livro. Li e e reli essa versão infantil durante minha infância. Lembro de chegar a sentir as emoções de Alice. Quem não gostaria de comer o bolinho da Alice em alguns momentos da vida?
O filme não é exatamente meu sonho de menina, mas é uma produção de altíssima qualidade, cheia de efeitos especiais e boas recordações. Eu gostei! Pra quem não viu em 3D, vale a pena ver agora.

História do boi leitão ou do vaqueiro que não mentia

Um dos posts mais visualizados deste blog foi o de Literatura de Cordel. Então resolvi estendê-lo postando A HISTÓRIA DO BOI LEITÃO OU O VAQUEIRO QUE NÃO MENTIA. Versos bons, de agradável leitura de Francisco Firmino de Paula que nasceu na Paraíba e faleceu em Recife ainda na década de 60.
É uma história de amor que transmite bons valores como a honestidade. Vale a pena ler.


Vou colocar algumas estrofes.

HISTÓRIA DO BOI LEITÃO OU O VAQUEIRO QUE NÃO MENTIA

Numa cidade distante
há muito tempo existiu
um distinto fazendeiro
o mais rico que se viu
e tinha um jovem vaqueiro
homem que nunca mentiu.

Também esse fazendeiro
muitas lojas possuía
tinha muitos empregados
porém ele garantia
que só aquele vaqueiro
era sério e não mentia

Seus amigos em palestras
exclamavam admirados
porque é que entre tantos
homens nobres empregados
somente um rude vaqueiro
é quem não causa cuidado?

Respondia o fazendeiro:
tudo é nobre e decente
porém capaz de mentir
digo conscientemente
mas Dorgival meu vaqueiro
por forma nenhuma mente.

(...)

Juntaram-se 10 amigos
e mandaram o fazendeiro
inventar uma cilada
pra Dorgival o vaqueiro
cair na falta, pra verem
se ele era verdadeiro.

(...)

Concordaram e a aposta
fecharam rapidamente
dizendo: esperaremos
o dia conveniente
e provaremos doutor
que o seu vaqueiro mente.

(...)

O doutor chamou a filha
disse: vá com a criada
amanhã logo cedinho
na fazenda da jangada
do vaqueiro Dorgival
se faça de namorada.

(...)

Esta é uma colaboração da professora Nadir (professora de educação física da E. M. Tia Ciata) amante da Literatura e do Cinema, que cedeu gentilmente o livro de Sebastião Nunes Batista - Antologia da Literatura de Cordel.

O Rei Preto de Ouro Preto

Maio é um mês de muitas comemorações. Uma delas acontece no dia 13. É o Dia da Abolição da Escravatura no Brasil. Na verdade, até hoje estamos tentando concretizar este feito. Ora tentamos fingir que não há marcas, ora tentamos nos ressarcir criando cotas ou outras medidas. Bom mesmo é valorizar nossa cultura.  E bonito é a maneira literária de fazer isso.
Sylvia Orthoff em seu O Rei Preto de Ouro Preto faz uso de lirismo e musicalidade e o eu lírico descreve encantadoramente o descomprometimento de todo poeta com a verdade dos fatos.

"Lembro e esqueço
e assim começo
a história de um rei...
Invento o que não sei?
(...)
Ali morava um rei
todo negro e enfeitado.
Sua pele era um negrume
da noite do estrelado.
Era preto de lindeza,
era sábio em realeza,
com certeza.
(...)
Viva Francisco, o Chico
rei de minas, do tesouro,
das liberdades totais!

Quanta dança e folia,
baticum e alegria!

Quantos anjos e noitadas,
belezuras muito puras...
e escuras!

O resto nem sei contar.
Eu sou um anjo barroco,
fugi ali do altar...
Inventei um bocadinho,
sonhei de me lambuzar,
pois sou o anjo inventado
que fugiu do seu lugar..."
(...)

 Vale a pena conferir até que ponto o poema tem algum compromisso histórico. Deixei a História/história de Chico Rei contida no poema para que vocês leiam no próprio livro. Agora imaginem que luxo uma montagem teatral de O Rei Preto de Ouro Preto... Adoraria receber um convite!
 

Rádio Maluca



O fim de semana está chegando e algumas pessoas já estão se programando. Que bom! Pois eu tenho mais uma dica cultural. Você pode até estar sem grana, mas com certeza não dispensa qualidade. Então que tal um programa gratuito e de qualidade? Claro que eu estou falando da Rádio Maluca, um programa que você vê pelo rádio.
A Rádio Maluca traz o rádio às novas gerações e recupera a tradição dos programas de auditório. É ao vivo, com participação da platéia e dos ouvintes. Com cenário teatral e figurinos maluquinhos, a Rádio Maluca capricha na sonoplastia e na trilha sonora exercitando a imaginação do pequeno ouvinte. É por isso que seu apresentador diz que "Rádio Maluca é um programa que você vê pelo rádio".
Quem não puder ir, é só sintonizar Nacional-AM 1130khz ou Rádio MEC-AM 800khz (Rádio MEC) que transmite simultaneamente. Tem ainda a opção de ouvir pela Internet: www.ebc.gov.br ou www.mec.com.br. O programa vai ao ar todos os sábados, das 11h às 12h.
Tapetes contadores de história será atração novamente no programa. Quem não gosta de ouvir uma boa história bem contada?
O apresentador dispensa apresentações: Zé Zuca!!! Ele é cantor, compositor, autor, ator e diretor teatral, Pedagogo, Arte-educador, Psicodramatista, Radialista e Diretor da ZZ Produções.Ufa!!! É um homem multimídia! Quem quiser saber mais sobre A Rádio Maluca é só clicar no link: http://rmaluca.blogspot.com



Espaço Literatura Infantil



Pensando na organização de espaços voltados para Literatura Infantojuvenil, mais especificamente Livrarias, sempre encontramos cores, formas variadas, materiais variados e até brinquedos. Tudo é adaptado para receber as crianças. Embora muitas vezes tenha encontrado espaços pouco privilegiados e de acesso complicado como estantes muito baixas.
No entanto, existe algo que torna difícil uma pesquisa nestes espaços: a ausência de Classificação Literária. Sim! Devemos fazer pesquisa em livrarias, garimpar. E este não deve ser um privilégio dos adultos. Desde cedo as crianças vão percebendo que tipo de texto literário elas preferem e quanta descoberta boa elas serão capazes de fazer com cada vez mais autonomia. É uma questão de hábito.
Por isso, resolvi desenvolver esta enquete para crianças e adultos. Se você é adulto, responda que tipo de texto você mais gostava quando criança.
Por meio dela, vou descobrir também as preferências dos meus leitores.

Os Contos de Beedle, o Bardo

O post de hoje é sugestão da Sandra Maya, nossa professora de música apaixonada pelos ingleses. Como ela ama tudo que vem da Península Gelada, Harry Potter não poderia ficar de fora. Não posso ainda fazer uma análise crítica das aventuras do bruxo mais amado do mundo, pelo simples fato de que ainda não li nenhum exemplar, apesar de sempre ouvir boas críticas a respeito.
Mas posso elogiar o texto de um livro de contos da mesma autora de Potter, que na verdade, tem análise crítica de "Dumbledore - diretor de Hogwarts", chique não?
O que eu percebi foi: J.K.Rowling é conhecedora de Literatura Oral e conseguiu criar contos seguindo a mesma tradição adequando-os aos bruxos. Para quem gosta desse Universo da Magia e tem curiosidade sobre as histórias que os bruxinhos ouvem antes de dormir, vale a pena conferir "Os Contos de Beedle, o Bardo". As histórias datam do mesmo período em que nossas histórias, herdadas da cultura oral, foram registradas por Charles Perrault. Na introdução, inclusive, a autora faz referência aos Contos Maravilhosos.
Nas análises de Dumbledore ficam claras também a influência dos costumes de cada época e a interferência cultural ocorrida nestas histórias assim como ocorreu com as nossas.
Quem leu o post sobre Chapeuzinho Vermelho deste blog teve uma noção de como nossos contos foram alterados com a ascensão da burguesia. Quem não leu o post, é só voltar um pouquinho. Aproveitem a sugestão e divirtam-se com esta dica maravilhosa, enquanto eu irei em busca de mais uma sugestão gostosa para embalar nossos finas de semana chuvosos.
Quem quiser dar uma sugestão ou dica interessante, envie no comentário. Prometo pesquisar! Nos próximos posts também teremos participações especiais, aguardem!

Eros e Psique


Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro

Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.

A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera.
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.

Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado.
Ele dela é ignorado.
Ela para ele é ninguém.

Mas cada um cumpre o Destino -
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.

E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E, vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora.

E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão,e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A princesa que dormia.

Fernando Pessoa... ainda dá tempo!



Ontem fui a exposição "FERNANDO PESSOA, PLURAL COMO O UNIVERSO" no Centro Cultural dos Correios do Rio de Janeiro e percebi que apesar de ser um dos maiores poetas do século passado, sua pluralidade o torna contemporâneo e mais: um cidadão do mundo todo! Seus heterônimos nos permitem a identificação inevitável, é como se um deles tivesse nascido para nos agradar. Meu preferido é Alberto Caeiro com seu Guardador de Rebanhos:
Da mais alta janela da minha casa
Com um lenço branco digo adeus
Aos meus versos que partem para a humanidade.
E não estou alegre nem triste.
Esse é o destino dos versos.
Escrevi-os e devo mostrá-los a todos
Porque não posso fazer o contrário
Como a flor não pode esconder a cor,
Nem o rio esconder que corre,
Nem a árvore esconder que dá fruto.
Simplesmente o ofício de poeta exercita o desapego. E nós leitores podemos seguir lendo esta verdadeira obra de arte. Para quem não conhece a obra do poeta português, vale a pena sentar e ler os livros expostos, ou mesmo em pé virar as páginas de um imenso livro projetado na mesa. Recursos da tecnologia que só contribuem para aumentar ainda mais o encanto da obra.
Saí de lá com vontade de levar Fernando Pessoa para casa e consegui levar algo dele. Um livro para crianças com poemas que ele escreveu para sua sobrinha Manuela. No próximo post escolherei um dos poemas para dar um gostinho.
Ah! Quem quiser visitar a exposição, ainda dá tempo. Ela ficará até o dia 22 de maio!

Literatura de Cordel


Como todos devem saber, as imagens da abertura da novela das seis são inspiradas em xilogravuras do Cordel:
Há que junto com o cordel
sempre tem uma figura,
o que danada é essa imagem
chamada xilogravura?
Produção típica do Nordeste do Brasil, o Cordel é uma ótima sugestão para estimular a garotada a produzir textos. A xilogravura é uma técnica barata e interessante para a ilustração. O resultado deve ficar exposto num varal como este da imagem acima, afinal esta é a origem da Literatura de Cordel.
Autores de Cordel costumam ser bem acessíveis para dar palestras e se apresentarem. Vale a pena um evento com um convidado especial.
Vocês sabiam que nós temos, aqui no Rio de Janeiro, a Academia Brasileira do Cordel? Vale a pena uma visita!

A maior flor do mundo

Vou começar de onde a animação parou:
Se eu tivesse aquelas qualidades todas, poderia contar, com pormenores, uma linda história que um dia inventei, mas que, assim como vão ler, é apenas o resumo de uma história, que em duas palavras se diz... Que me seja desculpada a vaidade se eu até cheguei a pensar que a minha história seria a mais linda de todas as que se escreveram desde o tempo dos contos de fadas e princesas encantadas... Há quanto tempo isso vai!
Na história que eu quis escrever, mas não escrevi, havia uma aldeia. (Agora vão começar a aparecer algumas palavras difíceis, mas, quem não souber, deve ir ver no dicionário ou perguntar ao professor.)
Não se temam, porém, aqueles que fora das cidades não concebem histórias nem sequer infantis: o meu herói menino tem as suas aventuras aprazadas fora da sossegada terra onde vivem os pais, suponho que uma irmã, talvez um resto de avós, e uma parentela misturada de que não há notícia. Logo na primeira página, sai o menino pelos fundos do quintal, e, de árvore em árvore, como um pintassilgo, desce ao rio e depois por ele abaixo, naquela vagarosa brincadeira que o tempo alto, largo e profundo da infância a todos nós permitiu...
Em certa altura, chegou ao limite das terras até onde se aventurara sozinho. Dali para diante começava o planeta Marte, efeito literário de que ele não tem responsabilidade, mas com que a liberdade do autor acha poder hoje aconchegar a frase. Dali para diante, para o nosso menino, será só uma pergunta sem literatura: "Vou ou não vou?" E foi.
Imagina o restante da história? Poesia pura!!
Ótima sugestão de leitura! Boa viagem!

Sobre a arte de escrever para crianças

O genial José Saramago escreveu este poema/conto que fala do ofício de escritor voltado para o público infantil. O eu lírico reconhece a dificuldade e genialidade daqueles que o fazem com maestria. É uma pena que o meio Acadêmico ainda não pense assim. Passeando pelo meu facebook encontrei a sugestão deste vídeo por Rafael Parente. Obrigada!



Animação delicada. Amanhã farei um post com a capa do livro e o texto na íntegra. Simples e poético. Por hoje, bom filme!

Pensando a prática

Para refletirmos sobre a prática, retirei este trecho do segundo capítulo de Ler e escrever- estratégias de produção textual de Ingedore Villaça Koch e Vanda Maria Elias:
Se houve um tempo em que era comum a existência de comunidades ágrafas, se houve um tempo em que a escrita era de difícil acesso ou uma atividade destinada a alguns poucos privilegiados, na atualidade, a escrita faz parte da nossa vida, seja porque somos constantemente solicitados a produzir textos escritos (bilhete, e-mail, listas de compras, etc., etc.).
BARRÉ-DE-MINIAC (2006:38) afirma que "hoje, a escrita não é mais domínio exclusivo dos escrivães e dos eruditos. [...] A prática da escrita de fato se generalizou: além dos trabalhos escolares ou eruditos, é utilizada para o trabalho, a comunicação, a gestão da vida pessoal e doméstica".(...)

Trailer Oficial Mary & Max legendado

Chapeuzinho Vermelho

Como eu disse ontem,antigamente as pessoas se reuniam para contar história. Hoje em dia, vão ao cinema. Ou se entregam ao "solitário" ato de ler. Solitário para quem observa o leitor, pq para o leitor, há companhia suficiente num bom livro.
Bem, um grande clássico da Literatura Oral foi mais uma vez adaptado para as Telas de Cinema: Chapeuzinho Vermelho ou A garota da capa vermelha. A inocente história da menininha q levava doces para a avó foi transformada num filme de estilo q nossos atuais adolescentes adoram!
Agora, quem nunca ouviu a clássica história levanta a mão. Aposto q muitos nunca ouviram. Pq a Chapeuzinho Vermelho q todos conhecemos foi reinventada com a ascensão da burguesia. "E no final o caçador tira a vovó da barriga do lobo mau e todos vivem felizes para sempre!" Porém, essas histórias, assim como as fábulas, serviam para educar, ensinar as pessoas sobre os perigos da floresta. O q significa q muitas vezes ou quase sempre não tinham um final feliz.
Lançarei mão da versão mais antiga q eu conheço: a de Charles Perrault. Sem floreios.




Chapeuzinho Vermelho
Era uma vez uma menina que vivia numa aldeia e era a coisa mias linda que se podia imaginar. Sua mãe era louca por ela, e a avó mais louca ainda. A boa velhinha mandou fazer para ela um chapeuzinho vermelho, e esse chapéu lhe assentou tão bem que a menina passou a ser chamada por todo mundo de Chapeuzinho Vermelho.
Um dia sua mãe, tendo feito alguns bolos, disse-lhe: "Vá ver como está passando a sua avó pois fiquei sabendo que ela está um pouco adoentada. Leve-lhe um bolo e este potezinho de manteiga." Chapeuzinho Vermelho partiu logo para a casa da avó, que morava numa aldeia vizinha. Ao atravessar a floresta, ela encontrou o Sr. Lobo, que ficou louco de vontade de comê-la; não ousou fazer isso, porém, por causa da presença de alguns lenhadores na floresta. Perguntou a ela aonde ia, e a pobre menina, que ignorava ser perigoso parar para conversar com um Lobo, respondeu: "Vou à casa da minha avó para levar-lhe um bolo e um potezinho de manteiga que mamãe mandou." "Ela mora muito longe?", quis saber o Lobo. "Mora, sim!", falou Chapeuzinho Vermelho. "Mora depois daquele moinho que se avista lá longe, muito longe, na primeira casa da aldeia." "Muito bem", disse o Lobo, "eu também vou visitá-la. Eu sigo por este caminho aqui, e você por aquele lá. Vamos ver quem chega primeiro."
O Lobo saiu correndo a toda velocidade pelo caminho mais curto, enquanto a menina seguia pelo caminho mais longo, distraindo-se a colher avelãs, a correr atrás das borboletas e a fazer um buquê com as florezinhas que ia encontrando.
O Lobo não levou muito tempo para chegar à casa da avó. Ele bate: toc, toc. "Quem é?", pergunta a avó. "É a sua neta, Chapeuzinho Vermelho", falou o Lobo disfarçando a voz. "Trouxe para a senhora um bolo e um potezinho de manteiga, que minha mãe mandou." A boa avozinha, que estava acamada porque não se sentia muito bem, gritou-lhe: "Levante a aldraba que o ferrolho sobe." O Lobo fez isso e a porta se abriu. ELe lançou-se sobre a boa mulher e a devorou num segundo, pois fazia mais de três dias que não comia. Em seguida, fechou a porta e se deitou na cama da avó, à espera de Chapeuzinho Vermelho. Passado algum tempo ela bateu à porta: toc, toc. "Quem é?" Chapeuzinho Vermelho, ao ouvir a a voz grossa do Lobo, ficou com medo a princípio, mas supondo que a avó estivesse rouca, repondeu: "É sua neta, Chapeuzinho Vermelho, que traz para a senhora um nolo e um potezinho de manteiga, que mamãe mandou." O Lobo gritou-lhe, adoçando um pouco a voz: "Levante a aldraba que o ferrolho sobe." Chapeuzinho Vermelho fez isso e a porta se abriu.
O Lobo, vendo-a entrar, disse-lhe, escondendo-se sob as cobertas: "Ponha o bolo e o potezinho de manteiga sobre a arca e venha deitar aqui comigo". Chapeuzinho Vermelho despiu-se e se meteu na cama, onde ficou muito admirada ao ver como a avó estava esquisita em seu traje de dormir. Disse ela: "Vovó, como são grandes os seus braços!" "É para melhor te abraçar, minha filha!" "Vovó, como são grandes as suas pernas!" "É para poder correr melhor, minha netinha!" "Vovó, como são grandes os seus olhos!" "É para ver melhor, netinha!" "Vovó, como são grandes os seu dentes!" "É para te comer!" E assim dizendo, o malvado lobo atirou-se sobre Chapeuzinho Vermelho e a comeu.

A rosa e o amaranto

Antigamente as pessoas aprendiam por meio de pequenas fábulas. Grupos de pessoas se reuniam para ouvi-las. Esses grupos incluíam crianças e adultos. Realmente aprender ouvindo histórias é muito mais divertido. Já q estamos na Semana Santa e Cristo se utilizou de muitas parábolas para passar seus ensinamentos, pensei em selecionar uma pequena fábula que gosto muito. Esta é de Esopo, deixo uma de Cristo para o dia da Páscoa mesmo! Divirta-se e se gostar, comente. Tenho muitas mais para postar.
Um amaranto que crescia perto de uma rosa disse: "Que bela rosa tu és! És a delícia dos deuses e dos homens! Eu te felicito por tua beleza e por teu perfume!" E a rosa respondeu: "Mas eu, ó amaranto, tenho vida curta e, mesmo que ninguém me colha, feneço. E tu floresces e vives assim sempre jovem!"
Acredita-se q a moral das fábulas não foram criadas exatamente por Esopo, então dou a liberdade a cada um de criar sua própria moral. Se quiser, poste a sua aqui no blog. Vai ser bem legal!
Boa Semana Santa para todos!

Vc sabia...

Que "José Bento Monteiro Lobato estreou no mundo das letras com pequenos contos para os jornais estudantis"? Um incentivo para quem quer se aventurar no mundo encantado das letras certo? Iniciativas como o Jornal e o Correio da Escola são importantes para formação de novos escritores.
Amanhã em todas as escolas deveria ser lido ao menos um pequeno trecho da obra de Monteiro Lobato. Q tal, além disso, assistir a um capítulo de O Sítio do Picapau Amarelo? Adaptação de boa qualidade que fez sucesso por várias gerações. Boa leitura e bom cineminha na escola!

fonte: http://lobato.globo.com/

Comemoração



Na segunda comemoraremos o Dia Nacional do Livro Infantil. E como nosso grande mestre desejava muito "Ainda acabo fazendo livros onde as nossas crianças possam morar.", acho q conseguiu. Um homem de seu tempo e muitas vezes a frente dele. Divertiu e diverte com qualidade gerações inteiras.
Teremos muito de Monteiro Lobato nesse dia! Aguardem!!!

Mary e Max

Como o fim de semana está próximo, vou postar hj uma dica de filme muito legal que além de tudo, é um estímulo ao hábito da escrita. Seguindo a sugestão da SME de montar o correio escolar, sugiro o filme Mary e Max.


O filme trata principalmente da amizade por correspondência de uma garotinha de 8 anos e seu amigo mais que especial Max. Sem ser didático fala do respeito às diferenças. Naturalmente. Como criança faz. Vale a pena conferir. Assistam e depois contem o que acharam.

cartaz

Não aguentei esperar. Como hj não teve aula, passei na sala e fotografei o cartaz que ainda não está pronto, pois falta um sinal de trânsito na rua da cidade. Excelente mote para a educação para o trânsito!
Esta imagem foi feita começando pelos personagens principais. O grupo logo identificou cada um. Depois pensamos no lugar (a cidade) da história. Ficou uma montaagem interessante, onde os personagens são maiores q o lugar.

Os Saltimbancos

Esse projeto está rendendo boas descobertas. Uma excelente adaptação composta por Chico Buarque de um conto dos Irmãos Grimm, Os Saltimbancos fala de união, amizade e muitas outras coisas. Utiliza os animais como personagens. Nada mais próximo do Universo Infantil, não é mesmo?
Para começar, ouvimos o Cd e lemos o texto. Um grupo pequeno está organizando este trabalho. São apenas quatro crianças: dois meninos e duas meninas. Praticamente os próprios Saltimbancos. Uma das meninas adora a música da gata. P q será???
Levou um tempo, mas montamos um cartaz da cidade que eles conhecem. Porém, faltou um detalhe observado por um dos meninos: o sinal de trânsito. Por isso ainda não tenho a foto do cartaz que eles fizeram. Nosso próximo passo será criar uma adaptação da história, com frases curtas para que eles possam fazer Os Saltimbancos com sua própria voz. Espero que dê certo!
Uma boa dica: Q tal um cineminha? O nome do filme é Os Saltimbancos Trapalhões
Deixo para vcs endereço da versão de Os Trapalhões de A História de uma gata:
http://www.youtube.com/watch?v=mAUvxNlFN2g.

Próximo projeto

Já iniciamos um trabalho com um musical infantil da Literatura Brasileira. Estamos empolgadíssimos. Só pra terem uma ideia, vou anunciar o tema do projeto. Daí vcs imaginem qta coisa boa vai surgir!!!

Um conto de fadas especial

Uma produção de Soraya com a colaboração de Pedro Alexandre colegas de Sala de Recursos. Como Soraya apresenta características de autismo, não consegui saber ao certo o nome da história, apenas deduzo que seja Rapunzel.

Livro adaptado

Você já ouviu falar em adaptação de livros para pessoas portadoras de necessidades especiais? Pois nós da Sala de Recursos da Tia Ciata criamos uma com o livro "Pé com salto pé sem salto", utilizando as nossas vozes e as imagens do livro. Dá uma olhada na capa: